Ruínas Romanas da Raposeira



Vencida a resistência lusitana, as tropas e os colonos romanos avançaram por todo o território da Península Ibérica e por aqui permaneceram durante vários séculos, deixando as suas marcas civilizacionais bem gravadas.

Pelo território que hoje é o concelho de Mangualde tem-se encontrado significativos vestígios desta ocupação secular. Disseminados pelas zonas baixas e de meia-encosta, os luso-romanos habitaram a cerca de meia centena de estruturas de tipo habitacional hoje identificadas.

No sopé do monte da Senhora do Castelo, antigo castro fortificado da Idade do Ferro, as estruturas arqueológicas que estão a descoberto constituem uma estalagem, aquilo que os romanos denominavam por mansio. Dava guarida e acolhimento aos transeuntes que percorriam o império e ali descasavam usufruindo de um relaxante banho nas suas termas privadas.

Escavada em finas do século XIX, aterradas e reescavadas em finais do século XX, o sitio arqueológico mostra ter uma ocupação que se estendeu do século I ao século IV. Inicialmente tida como vila – casa senhorial agrícola de grande dimensão – hoje pensa-se que é uma mansio, devido à interpretação das estruturas arquitectónicas e pelo cruzamento, nas suas imediações, de duas importantes vias imperiais, uma que, galgando a Estrela ligava Mérida (capital romana da Província da Lusitânia) a Bracara Augusta e outra que ligava Bobadela (no actual concelho de Oliveira do Hospital) a Viseu (Vissaium).

Alvo de intervenção de conservação e restauro, a Estalagem Romana da Raposeira é classificada como Sítio Arqueológico de Interesse Público, desde 24 de Julho de 2014.


Coordenadas geográficas
40°36'39.48"N
7°45'8.79"W

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